Consórcio de imóvel comercial: Tiago Oliva Schietti mostra o caminho silencioso para empreendedores comprarem o próprio ponto

Tristan Corvain
Tristan Corvain
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti, como empresário, expressa que pagar aluguel comercial mês após mês, sem nunca construir patrimônio com esse valor, é uma das dores mais recorrentes de quem toca um pequeno negócio. O consórcio de imóvel comercial é uma alternativa pouco explorada para resolver justamente esse incômodo.

Assim como o consórcio residencial, essa modalidade forma um grupo de participantes que contribuem mensalmente para um fundo comum, com contemplações por sorteio ou lance ao longo do prazo contratado. A diferença está na finalidade do bem: em vez de uma casa ou apartamento, a carta de crédito é direcionada à compra de salas comerciais, lojas, galpões ou outros imóveis destinados à atividade empresarial.

Por que faz sentido para quem já paga aluguel comercial?

Para um pequeno empresário que já arca com o custo de um ponto alugado, a lógica é parecida com a de quem troca o aluguel residencial por um consórcio de imóvel: enquanto o aluguel não retorna de forma alguma para quem paga, a parcela do consórcio constrói, aos poucos, o caminho até a propriedade do próprio espaço comercial. Passado o período de contemplação e uso da carta de crédito, o empresário deixa de depender de reajustes de aluguel e de decisões de terceiros sobre renovação de contrato.

Tiago Oliva Schietti pondera, no entanto, que essa comparação só faz sentido quando o negócio já tem estabilidade suficiente para sustentar, ao mesmo tempo, o aluguel atual e a parcela do consórcio durante o período de espera, exatamente o mesmo cuidado que vale para quem pensa em consórcio de imóvel residencial nas mesmas condições.

Localização: o desafio que não existe no consórcio residencial

Um ponto de atenção específico do imóvel comercial é que, diferentemente de uma casa ou apartamento, a localização de um ponto comercial costuma ser determinante para o sucesso do próprio negócio. Isso significa que o empresário precisa considerar, desde a adesão ao grupo, se terá flexibilidade para escolher um imóvel em uma região estratégica quando a contemplação finalmente acontecer, ou se o valor da carta de crédito será suficiente para competir por bons pontos comerciais na época da compra.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Uma alternativa para quem já tem outro imóvel como garantia

Outra possibilidade menos conhecida é usar a carta de crédito de um consórcio de imóvel comercial já contemplado como parte do pagamento de um imóvel maior, complementando com recursos próprios ou outra linha de crédito, uma estratégia que pode acelerar a aquisição do ponto ideal sem esperar por um valor de contemplação que cubra o custo total do imóvel desejado.

Vantagens tributárias merecem análise específica

Tiago Oliva Schietti observa outro ponto que costuma pesar na decisão de empresários: o tratamento contábil e tributário do imóvel comercial adquirido por consórcio. Dependendo do regime de tributação da empresa e da forma como o imóvel será utilizado (sede própria da operação ou eventual locação futura a terceiros), existem diferentes formas de registrar essa aquisição na contabilidade do negócio. Esse é um dos motivos pelos quais o acompanhamento de um contador se torna praticamente indispensável antes de formalizar a adesão a esse tipo de consórcio, já que decisões tomadas de forma equivocada nesse momento podem ter reflexos tributários por muitos anos.

O que avaliar antes de entrar nessa modalidade?

Antes de aderir a um consórcio de imóvel comercial, vale simular o impacto do aluguel somado à parcela do consórcio no fluxo de caixa do negócio, considerando também eventuais períodos de faturamento mais baixo ao longo do ano. Também é importante pesquisar o histórico de contemplação da administradora nesse segmento específico, já que grupos de imóvel comercial costumam ter menor volume de participantes do que os residenciais, o que pode influenciar o ritmo das contemplações.

Em suma, Tiago Oliva Schietti reforça que, para o pequeno empresário, comprar o próprio ponto comercial deveria ser tratado como uma decisão estratégica de longo prazo, e não apenas como uma forma de deixar de pagar aluguel, o que reforça, mais uma vez, a importância de buscar orientação profissional especializada antes de assumir esse compromisso.

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