Leonardo Manzan explica: créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura, como evitar glosas e provar a essencialidade

Artem Vasiliev
Artem Vasiliev
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Leonardo Manzan mostra como comprovar a essencialidade em obras de infraestrutura e evitar glosas de créditos.

Créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura, segundo Leonardo Manzan, dependem de métodos para demonstrar essencialidade, rastrear custos e reduzir glosas sem ampliar o contencioso. Logo de início, ancorar o aproveitamento em evidências técnicas e fiscais coerentes melhora a previsibilidade de caixa e transforma a não cumulatividade em resultado mensurável para o empreendimento.

Créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura com Leonardo Manzan: fundamentos de essencialidade

Em primeiro lugar, essencialidade não é rótulo; precisa ser comprovada com ligação direta entre o insumo e o objeto da obra. Memoriais descritivos, cronogramas físico-financeiros, engenharia de custos e ordens de serviço devem “conversar” com cada nota fiscal, etapa de execução e medição homologada, compondo uma narrativa consistente e auditável do canteiro.

De acordo com Leonardo Manzan, mapas de processo (da contratação ao as-built) e matrizes de nexo causal fortalecem a prova. Relatórios de campo, diários fotográficos georreferenciados, ARTs/RRTs e termos de aceite formam dossiê robusto, enquanto controles de variação e reequilíbrio contratual explicam ajustes de escopo sem comprometer a coerência do crédito.

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Créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura: mapeamento de insumos e riscos de glosa

Além disso, convém distinguir insumos que se incorporam à obra (estruturais, eletromecânicos, civis) daqueles de apoio (canteiro, mobilização, segurança), definindo critérios objetivos para rateio quando houver uso misto. Padronizar nomenclaturas, NCM/NBS, unidades e centros de custo evita reclassificações indevidas e confere estabilidade às rotinas de auditoria interna e externa.

Nesse sentido, Leonardo Manzan analisa que glosas comuns decorrem de três falhas: ausência de nexo com a etapa executada; crédito sobre itens administrativos ou pessoais; e confusão entre manutenção corrente e ampliação de capacidade. Matrizes de elegibilidade por fase, checklists de documentos e revisão prévia das medições mitigam essas vulnerabilidades com custo operacional baixo.

Créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura: documentação, medição e governança

Por outro lado, governança de dados é peça-chave. Definir responsáveis, prazos, versão de documentos e dicionário de campos (obra, frente, lote, serviço, insumo) reduz inconsistências. Cada medição homologada deve vir acompanhada do “pacote probatório” correspondente: notas, relatórios técnicos, fotos, laudos e planilhas de consumo, permitindo reconciliação ágil entre orçamento, contrato e execução.

Conforme Leonardo Manzan, indicadores operacionais ancoram a narrativa técnica do crédito: avanço físico por frente, consumo por unidade, perdas admissíveis e retrabalho documentado. Quando a curva S da obra se alinha à curva de créditos, cai a probabilidade de questionamentos por inconsistência entre o que foi comprado, instalado e efetivamente medido.

Créditos de IBS/CBS em obras de infraestrutura: controles financeiros, compliance e prazos

Não menos importante, controles financeiros precisam refletir a temporalidade do crédito. Calendários de apropriação, janelas de retificação e reconciliações periódicas entre pedido, recebimento, medição e faturamento previnem diferenças cumulativas. Além disso, políticas de arquivo digital com trilhas de auditoria e registros de quem validou cada etapa facilitam respostas rápidas a fiscalizações e consultas.

Por sua vez, Leonardo Manzan aponta que consultas preventivas, pareceres de elegibilidade e pareceres de engenharia aumentam a previsibilidade. Em projetos complexos, pilotos de documentação em frentes selecionadas permitem ajustar padrões antes da expansão, reduzindo custo de retrabalho e fortalecendo a integridade do dossiê de crédito ao longo do ciclo da obra.

@leonardosiademanzan

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Entre vigas e números: consolidando o crédito com segurança

Em vez de um passo a passo enumerado, a consolidação pode ser encarada como um ciclo contínuo de três movimentos que se retroalimentam. Primeiro, alinhar a linguagem entre engenharia, suprimentos, fiscal e contabilidade, para que documentos descrevam o mesmo fato com precisão. Depois, traduzir o avanço físico em evidências claras, medições, fotos, laudos, conectadas ao lançamento contábil correspondente.

Nessa lógica, o êxito decorre menos de checklists e mais da coerência entre projeto, execução e prova documental. Quando o nexo técnico é evidente, o crédito se sustenta sem depender de fórmulas complexas: as frentes que entregam valor mostram consumo compatível; as variações justificadas aparecem registradas; e o que não guarda relação com a obra fica fora do cálculo. Assim, as glosas perdem terreno e a não cumulatividade se converte em resultado previsível para o empreendimento.

Autor: Artem Vasiliev

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