Como comenta Lucas Peralles, nutricionista referência em nutrição esportiva em São Paulo e fundador da Clínica Kiseki, o carboidrato ainda é um dos nutrientes mais associados ao medo de engordar, principalmente no período da noite. Essa ideia ganhou força por conta de estratégias restritivas e interpretações simplificadas sobre metabolismo e emagrecimento.
No entanto, o impacto do consumo noturno depende de diversos fatores que vão muito além do horário da refeição. Tendo isso em vista, ao longo desta leitura, veremos o porquê do corpo não funcionar com base em horários isolados e como o consumo de carboidrato pode fazer parte de uma rotina equilibrada.
Por que o carboidrato ganhou fama de vilão?
Durante muitos anos, dietas restritivas popularizaram a ideia de que o carboidrato seria o principal responsável pelo ganho de peso. A partir disso, refeições noturnas passaram a ser vistas como um problema automático para quem deseja emagrecer. Porém, essa associação ignora o funcionamento real do metabolismo e a forma como o organismo utiliza energia ao longo do dia.
Conforme destaca Lucas Peralles, fundador da Clínica Kiseki e criador do Método LP, o corpo trabalha de maneira contínua durante 24 horas. Isso significa que ele não interrompe o gasto energético durante a noite. Mesmo em repouso, o organismo continua consumindo energia para manter funções vitais, recuperação muscular, equilíbrio hormonal e atividade cerebral. Portanto, o simples fato de consumir carboidrato no jantar não determina acúmulo de gordura corporal.
Outro ponto importante, de acordo com Lucas Peralles, envolve o excesso calórico total. O ganho de peso normalmente acontece quando existe consumo energético superior ao gasto por um período prolongado. Nesse cenário, o horário da refeição possui menos relevância do que a qualidade alimentar, a frequência dos exageros e o padrão geral da rotina.
Comer carboidrato à noite realmente engorda?
A ideia de que o metabolismo “desliga” à noite não corresponde ao funcionamento fisiológico do corpo. O organismo continua utilizando glicose, armazenando energia e regulando hormônios independentemente do horário. O que muda é o contexto individual, incluindo nível de atividade física, composição da refeição e necessidade energética.
Assim sendo, pessoas que treinam no fim do dia podem até se beneficiar do consumo de carboidrato no período noturno. Isso porque o nutriente participa da recuperação muscular, da reposição de glicogênio e do equilíbrio energético após o exercício. Logo, restringir o carboidrato nesse momento pode aumentar fadiga, fome exagerada e dificuldade de adesão alimentar.

Além disso, segundo Lucas Peralles, nutricionista referência em nutrição esportiva em São Paulo e fundador da Clínica Kiseki, refeições equilibradas no jantar tendem a favorecer maior saciedade. Quando existe privação excessiva durante a noite, muitas pessoas acabam desenvolvendo episódios de compensação alimentar mais tarde ou no dia seguinte. Dessa forma, o problema deixa de ser o carboidrato em si e passa a envolver desequilíbrio na relação com a comida.
O contexto metabólico faz mais diferença do que o horário
Falar sobre metabolismo exige observar hábitos de forma ampla. Qualidade do sono, frequência de exercícios, nível de estresse, rotina profissional e composição corporal influenciam diretamente a forma como o organismo utiliza energia, como pontua Lucas Peralles, fundador da Clínica Kiseki e criador do Método LP. Por isso, analisar apenas o horário do jantar cria uma visão limitada sobre alimentação. Isto posto, a seguir separamos alguns fatores que costumam influenciar mais os resultados do que o horário do carboidrato:
- Consumo calórico total: o excesso frequente de calorias possui um impacto maior no ganho de gordura corporal.
- Qualidade alimentar: alimentos minimamente processados favorecem maior controle de fome e saciedade.
- Nível de atividade física: pessoas fisicamente ativas tendem a utilizar melhor os carboidratos consumidos.
- Qualidade do sono: noites ruins alteram hormônios relacionados à fome e ao apetite.
- Constância alimentar: equilíbrio ao longo da semana gera mais resultado do que restrições extremas.
Esses pontos ajudam a compreender por que dietas sustentáveis normalmente produzem resultados mais consistentes do que estratégias radicais focadas apenas em cortar determinados alimentos.
O equilíbrio alimentar produz resultados mais sustentáveis
Em conclusão, o medo do carboidrato à noite normalmente nasce de abordagens simplificadas sobre emagrecimento. Entretanto, o corpo responde ao conjunto de hábitos diários e não apenas ao horário em que determinado alimento é consumido. Portanto, estratégias sustentáveis costumam considerar contexto metabólico, rotina e necessidades individuais.
Ou seja, retirar o carboidrato do jantar não garante um emagrecimento automático. Pois, o que realmente influencia a composição corporal é a combinação entre equilíbrio energético, constância e qualidade da rotina.
Para saber mais sobre saúde, recomposição corporal e hábitos sustentáveis, considere conhecer o trabalho desenvolvido pela Clínica Kiseki: https://www.clinicakiseki.com.br/
Autor: Diego Rodríguez Velázquez